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Mostrando postagens de dezembro, 2019

O ócio que envenena a alma e destrói aos poucos a virilidade do homem - Pe. Vitor Marchal

O ócio que envenena a alma e destrói aos poucos a virilidade do homem “E só no fim da idade, quando temos pago a nossa dívida ao trabalho, que nos pertence o repouso, e é então que Deus o abençoa. O descanso do velho é um direito e uma majestade, quando, assentado no seu lar, rodeado de uma família, a cujo futuro soube prover, pode evocando seus anos, fazer cintilar em sua memória a recordação do bem que fez. Mas repousar, quando nada tem produzido, repousar desde a mocidade, entregar à febre de um prazer precoce e continuo a alma e o corpo é expor-se o homem a horríveis corrupções. Tenho visto, ao percorrer, as nossas grandes cidades, essa mocidade dourada que se jacta de ser o seu ornamento. Herdeira de um bom nome e de uma grande fortuna, podia servir utilmente a pátria pela espada ou pela ciência e promover o reino de Deus nas almas, pelo gênio, pelo exemplo e pela dedicação. Mas não: ela gosta mais de gozar. Jovens sibaritas efeminados, seres delicados e perfumados, conhe...

O homem segundo o coração de Deus - Pe. Maurício Meschler, S. J.

O homem segundo o coração de Deus  Há um outro título que damos a São José: chamamo-lo “o homem segundo o coração de Deus”, “o homem da dextra de Deus”, isto é, o homem da Providência divina. E estes títulos convidam a estudar com mais minúcia as relações de São José com o Espírito Santo. Com efeito, o Espírito Santo, que procede do Pai e do Filho mediante a vontade ou o amor, representa, na Divindade, o amor ou o coração, símbolo do amor. E como não há nada mais ativo que o amor, o Espírito Santo representa também o princípio de todo movimento ordenado ao fim. Numa palavra, ele é o princípio diretor a que todas as criaturas devem obedecer para atingirem o seu destino eterno. O Espírito Santo, “O dedo de Deus”, que criou todas as coisas pela sua sabedoria, conduz todas as criaturas ao seu fim pela sua Providência, designando-lhes a sua vocação e tornando-as capazes de cumprir essa vocação. Na sua qualidade de pai legal de Jesus e de chefe da Sagrada Família, São José teve um...

A educação da vontade - Monsenhor Tihamér Tóth

A educação da vontade Três coisas têm grande influência sobre a vontade: o sentimento, a imaginação e o temperamento. Não somos totalmente senhores deles; o “livre arbítrio” do homem não é, pois, completo em nós. Tu mesmo deves ter notado que um dia te levantas triste e abatido, e que no dia seguinte; ao invés, estás tão alegre que terias vontade de dançar; e não podes dizer a razão nem do abatimento de ontem, nem a brisa da alegria de hoje. O mesmo ocorre com a imaginação. De repente, e sem causa alguma, as recordações dum acontecimento passado emergem na tua memória, ou então por sob os vincos da tua fronte, ideias absurdas e imagens enganadoras se desenham. Donde vêm? Por que é que se apresentam naquele minuto preciso? Não saberia dizê-lo... E é de frequente que a nossa imaginação assim nos jogueteia, é a miúdo que nos mostra dificuldades imensas e obstáculos insuperáveis no caminho dos nossos trabalhos, para nos desgostar deles. Se tens um dente para mandar extrair ou tratar...