O ócio que envenena a alma e destrói aos poucos a virilidade do homem “E só no fim da idade, quando temos pago a nossa dívida ao trabalho, que nos pertence o repouso, e é então que Deus o abençoa. O descanso do velho é um direito e uma majestade, quando, assentado no seu lar, rodeado de uma família, a cujo futuro soube prover, pode evocando seus anos, fazer cintilar em sua memória a recordação do bem que fez. Mas repousar, quando nada tem produzido, repousar desde a mocidade, entregar à febre de um prazer precoce e continuo a alma e o corpo é expor-se o homem a horríveis corrupções. Tenho visto, ao percorrer, as nossas grandes cidades, essa mocidade dourada que se jacta de ser o seu ornamento. Herdeira de um bom nome e de uma grande fortuna, podia servir utilmente a pátria pela espada ou pela ciência e promover o reino de Deus nas almas, pelo gênio, pelo exemplo e pela dedicação. Mas não: ela gosta mais de gozar. Jovens sibaritas efeminados, seres delicados e perfumados, conhe...